15 de dezembro de 2010

ÁRVORE DE NATAL







Quisera
Senhor neste Natal
Amar uma árvore e nela
Pendurar em vez de bolas
Os nomes de todos os meus amigos
Os amigos de longe, de perto, os antigos
E os mais recentes. Os sempre lembrados e
Os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os
Intermitentes. Das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, eu magoei, ou sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem conheço
Apenas a aparência. Os que pouco eu devo e aqueles há quem muito eu devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já
Passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes
Nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos para que novos nomes vindos
De todas as partes venham juntar-se aos existentes. Uma árvore de sombra muito agradável para

Que nossa amizade,
Seja um momento de
Repouso nas lutas da vida
Que o Natal esteja vivo em cada dia do Ano que
se inicia para que possamos juntos viver o Amor.



Abraços fraternos.







 Jean Carlos Borges  

24 de agosto de 2010

ESPIRITUALIDADE: “Algumas pistas para crescermos na oração”


Orar supõe uma relação de amizade entre a pessoa e Deus. É travar um diálogo amoroso com Deus. Pensemos em Abraão, que recebe Deus na familiaridade de uma refeição preparada às pressas. Pensemos em Moisés, que “conversa com Deus, como um amigo com seu amigo”. Para Santa Tereza d’Avila, a oração nada mais é que “uma relação íntima de amizade, a que nos dedicamos com freqüência e na solidão, com Aquele que sabemos que nos ama”. Se não existe esta dimensão pessoal no acolhimento de Deus, algo de essencial estará faltando. Não se trata de uma oração cristã. É o Espírito Santo quem permite este relacionamento pessoal, uma vez que ele nos molda á imagem de Jesus. Se nos abandonamos á sua ação, Ele reproduz em nós os sentimentos de Jesus: “... recebestes um espírito de filhos adotivos que nos faz clamar: Abbá! Papai!” (Rm 8,15)
Na oração, é sempre Deus quem toma a iniciativa. “Deus se fez homem para que o homem se tornasse Deus”. Deus vem ao meu encontro, fala a mim pessoalmente. Não temo as exigências da resposta. È nesse “sim” generoso que encontrarei a alegria e a plena realização de minha vida.
Há técnicas que permitem de certa forma, “buscar Deus”. Mas estejamos convencidos de que é ele quem procura primeiro e bem mais do que podemos fazer. Estejamos conscientes disso, senão o emprego das diferentes e diversas técnicas de oração nos barrará o caminho para o verdadeiro Deus: um esforço puramente humano não poderá dar-nos Deus.
Na oração devo apresentar-me a Deus TAL COMO SOU, em verdade. Deixo de lado o personagem que gostaria de ser e aquele que os outros pensam que sou. Deus me conhece a fundo: é inútil tentar me camuflar ou apagar minha fraqueza. Apresento-me a ele sem fachadas, máscaras ou defesas.
Se não for assim, Deus terá á sua frente mera marionete, e o encontro não será possível. Em nossos momentos de oração muitas vezes cedemos á tentação de somente falar de nós mesmos, quando a grande novidade da oração cristã é justamente a ESCUTA: ”Fala, Senhor, teu servo escuta”. Tomemos por exemplo maior a própria virgem Maria, que dava ouvidos á fé: “Ela meditava em seu coração tudo o que acontecera”.
Todas as realidades da vida podem transformar-se em oração; tudo é ocasião de oração: “Aqui e agora”, nesta situação, Deus se revela a mim. Nada deve ser deixado de lado para ir a Deus. Tudo o que tem sentido para mim tem também sentido para a minha vida de relação com Deus. Neste encontro, nesta alegria, nesta queda moral, Deus está me falando. Irei ouvi-lo? Deixo-me interpelar pela vida? O sábio, diz a Bíblia, “sabe ver a verdade”, sabe ler a mensagem incessante do Deus presente nas mínimas circunstâncias da existência, assim como em suas grandes diretrizes.
Se você deseja viver continuamente na profundidade de seu coração, observe duas regras de ouro.
Primeira: “O que fizer, faça a fundo”. Se admirar um pôr-do-sol, mergulhe na luz; se comer saboreie o alimento.
Segunda: “Todas as suas ações devem ser feitas por obediência e amor á Deus”. Desta forma você viverá tendo a Deus por constante referência, e toda a sua vida brotará da união com Ele; despertar, deitar-se, trabalhar, alegrar-se, fatigar-se... Se viver assim, suas raízes interiores mergulharão em seu ser e em suas últimas profundezas. Tome o exemplo de uma lamparina. Apagada, a mecha é insignificante. Mas, se ela mergulha fundo no recipiente de óleo, pode-se acendê-la e ela passa a participar das qualidades do fogo. Em sua vida, cuide de fazer descer a sua mecha, para que ela se banhe no óleo profundo do seu coração.          

 se. Jean Carlos Borges
DIOCESE DE LIMEIRA-SP

26 de junho de 2010

MARIA A JOVEM TRANSFORMADORA

Garota, um dia, a historia ainda lembra, pois o tempo ainda não conseguiu esquecer o impacto dos eventos. Uma jovem mulher, cheia de paz e de ternura, abriu os braços e resolveu dar abrigo ao infinito. Seu nome era MARIA, transitava graciosa pelos caminhos do Pai, em busca da maturidade de mulher, de esposa e de mãe. Seria loira? Morena? Alta e esguia? Trigueira e tostada de sol? Seria verde o seu olhar ou azul talvez? Não sei... Eu não sei e nem creio que isso venha a ser importante, o importante sim, é que em Nazaré, há mais ou menos dois mil anos, uma jovem extravasou seu coração de mulher, de menina moça, e desde então o mundo nunca mais conseguiu disfarçar a saudade e a fome que ele tem de Deus. E esta jovem era judia, garota como tantas em Nazaré, garota que ousou ser diferente, não tanto como tantas, uma garota que ainda não atingia sua maturidade física entende? Ou talvez a à tivesse atingido eu nem sei ao certo, o certo que sei, é que um dia, o amor se tornou criança, e veio morar dentro dela, e o nome dela era MARIA, MARIA DE NAZARÈ.
Seu amor não conhecia limites, mas cabia bem no quadro da feminilidade, foi por isso que um dia Maria repartiu seu coração com um jovem carpinteiro e o nome dele era José, e ambos haviam conhecido a paz interior. Do amor nasceu o desejo de unirem suas vidas, da paz interior a decisão de permanecerem unidos no seu Deus, ora sei lá! Só sei que se tivessem explicado isso aos homens do seu tempo, seriam provavelmente marginalizados e ridicularizados, e se isso tivesse acontecido nos tempos de hoje em que de cada cem filmes, noventa exploram o erotismo e a violência, eu nem sei o que aconteceria. O fato é que José e Maria mesmo desposados, não tinham feito o uso do sexo, não que o tivessem rejeitado, entenda bem, era parte das coisas normais que entravam ou deveriam entrar em vida, mas, eles eram um pouco diferentes, não tinham tido pressa, e se amavam... Incrível! Isso não existe! Ninguém consegue ficar sem sexo tanto tempo assim, sobretudo depois de casado! “Isso é o cumulo do tabu, do quadradismo, do retrocesso!” Diriam os sexólogos modernos. “Verdade.” Diria quem conhece a paz da contemplação. Um casal tranqüilo, que descobriu uma outra dimensão de amor, só isso. Ah, e o nome dele era José, o carpinteiro, e o nome dela era Maria, Maria de José...
Agora imagine você, os dois vivendo essa tremenda aventura de paz interior e curtindo essa forma diferente, superespetacular de vida a dois, na paz da oração e da fidelidade, e do que eles se haviam proposto e...se de repente, a dúvida e o amargor da insegurança. Você já sabe da historia. O mensageiro de Deus vem e anuncia que ela vai ser mãe, e nem pergunta se ela quer, vai saudando e dizendo simplesmente que, ela havia sido escolhida para ser mãe de um filho do povo, “Eu sei.” disse ela “ Entendo a sua mensagem. Mas só que há um pequeno obstáculo, como é que pode acontecer uma coisa dessas, se eu sou virgem?” ela sabia muito bem das coisas, por isso mesmo começou colocando a fé em primeiro plano, e foi assim que o jovem casal enfrentou a sua primeira “crise”. Como dizer a ele que ambos teriam um filho, e que, contudo, não seria dele? Que o Espírito Santo à cobrira com sua sombra? Que engravidara miraculosamente? E existe homem capaz de aceitar uma conversa desse tipo? Dizer o que? De que jeito? Hum? E os dois se amaram na angustia e na barreira de um segredo terrível. Para José tão logo Maria voltou de sua visita à Isabel, a expectativa de uma explicação, e ao mesmo tempo o respeito de marido que confia. Ela voltara grávida, e o filho não era dele. Para Maria, a impossibilidade total de explicar o inexplicável, sobre ambos o silêncio e a paz da consciência limpa e tranqüila. É, é muito fácil imaginar o acontecimento no seu lado poético, mas a cruz de um sim que tirava dela toda e qualquer palavra de explicação que a reduzia ao silencio da fé, isso pesava muito mais do que a alegria de ser a escolhida, e sabe o que ela disse? “Faça sim a vontade de Deus.” e em toda a Galiléia, não houve mãe mais feliz, mais pura, mais doce, mais sofrida e mais martirizada, e o nome dela era Maria, MARIA DE JESUS CRISTO, Maria dos inocentes... [...]

20 de maio de 2010

PENTECOSTES: Acolher o Dom de Deus

É interessante como o tempo todo estamos em marcha à procura da Paz. Nossa história, nossas escolhas, enfim, toda a nossa vida andam no compasso desta procura. Não precisamos ir muito longe para percebermos que não raras são as vezes que sofremos uma espécie de divisão e guerra interior. Neste sentido, encontramos uma cena no Evangelho de João, que se atento formos aos detalhes nos revela muito deste estado que ora ou outra nos encontramos. Naquele fim de tarde estavam todos reunidos no Cenáculo às portas fechadas pois era grande o temor. Estavam consolados pelas aparições do Bom Mestre que havia ressuscitado, todavia, ainda revelavam uma guerra interior, pois os corações ainda eram visitados pela inquietação e pelo medo. E embora a vocação traduzisse sede de missão e a esperança os saciasse, os últimos acontecimentos, entretanto, lhes deixavam fragmentados e divididos interiormente. Faltava-lhes a paz, a paz de coração. E foi justamente na ausência dela é que Jesus veio e lhes disse: “A paz esteja convosco!” (Jo 20, 19b). Aqui entra o cerne da nossa reflexão, que aliás, alguns de nós no início pode ter se perguntado o que a Paz tem em comum com o Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja. É que realmente faltava aos discípulos a paz, repito a paz de coração.

Gosto sempre de explorar o universo das palavras, porque acredito que elas nos sugerem uma gama de significados acerca das coisas. E etimologicamente, por exemplo, o significado mais profundo da paz, conhecida também como Shalom, não é ausência de guerra ou violência como acreditamos. Em hebraico a palavra SHALOM, traduzida para nós como paz, significa “estar inteiro”, completo, indiviso. Isso é muito e revelador, porque a partir desta compreensão, concluímos que muitos de nós não estamos em paz, porque não estamos inteiros. Para alcançarmos a paz paz em nossos espaços, em nosso coração, em nossa família em nossa comunidade e vocação, é preciso portanto que cada um esteja inteiro.

Quando Jesus diz “A Paz esteja convosco!”, o Autor Sagrado detalha que a alegria é ressuscitada na vida daqueles discípulos. Eles parecem entender bem o desejo do Bom Mestre traduzido como: “Estejais inteiros! Sejais em tudo inteiros!” É fascinante minha gente trilharmos o caminho da inteireza porque é ela que nos prepara para a missão. “Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 21, 21). Há uma beleza escondida neste versículo, que nos revela que não é possível viver bem aquilo que Deus tem amorosamente nos confiado, se estamos inquietos, sem paz no coração, de algum modo aflitos ou divididos. A regra para viver bem uma vocação seja ela qual for é estar inteiro para ser todo inteiro nela.
Ainda no contexto do Cenáculo encontramos um outro rico detalhe: “Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo”(Jo 21, 22). É na inteireza do nosso coração que Deus derrama o Dom do seu Amor,(Jo 21, 21) nos oferecendo deste modo a condição de vivermos bem aquilo para o qual Ele nos chama. Ao caminhar para o PENTECOSTES precisamos estar inteiros para acolher o Dom do Amor. De fato, quando nos dispomos dos pequenos aos grandes gestos sermos inteiros, este dom que é o próprio Espírito Santo vem em nosso auxílio para perseverarmos e crescermos nesta inteireza tal como os discípulos cresceram após o terem recebido. Sejamos inteiros, vivamos em paz e Amor em nosso socorro virá!

12 de março de 2010

CELIBATO SACERDOTAL TEOLOGIA DA VIDA

Entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia





Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.


Zenit entrevistou o professor Polaino, quem, em sua conferência, explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.


“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.


-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

12 de janeiro de 2010

Fazei isto em memória de mim!!!!


Na última Ceia celebrada com seus discípulos, Jesus delegou-lhes o compromisso de perpetuar na missão evangelizadora, o milagre ali realizado: o mistério do pão e do vinho no seu próprio corpo e sangue, que logo seriam oferecidos em sacrifício “para a vida do mundo”, selando a Nova Aliança. Essa memória, além de manter presente e atual o sacrifício redentor, também atualiza a Encarnação de Cristo a cada Eucaristia: ao tornar-se parte do corpo de cada comungante, Jesus faz da Igreja um só corpo – o seu Corpo Místico.